sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Se eu morrer amanhã...

"Se eu morrer amanhã..."

É fato que nós nunca podemos saber como será o nosso amanhã...
Como dizem, a única certeza da vida é a morte. Estive pensando bastante sobre isso nestes dias e, procurando alguns textos para entender mais sobre a morte, encontrei um muito interessante. Um texto que faz todo o sentido e que, com certeza, muitas pessoas já fizeram as ações que o texto relata, quando alguém próximo faleceu.

Vale a pena ler e pensar um pouco sobre estas situações.
A vida é curta demais... 



Se eu morrer amanhã, por favor, não leve-me flores.
Você teve uma vida inteira para isso.

Também não chore de saudade, não se não tiver me buscado verdadeiramente enquanto podia. 
Se eu morrer amanhã, peço: não se arrependa de não ter me dito tudo que queria enquanto meus ouvidos eram algo que não pó. 
Se eu morrer amanhã - suplico -, não toque minhas mãos frias, não se nunca as tiver sentido quentes. 
Se eu morrer amanhã não pense em como seria se eu estivesse vivo, pois eu já estive. E passou.
Se eu morrer amanhã, por favor, não diga que me ama, nem que "fui" importante. Eu já não ouvirei isso.

Chore, apenas se eu lhe tiver sido bom, mas não chore se não tiver sido comigo.
Leia algo meu se bater saudade, mas não leia se nunca tiver lido.

Veja fotos minhas se isso fizer bem à lembrança, mas não se arrependa de nunca ter pousado junto a mim. 
Se eu morrer amanhã, não enlute, não se não tiver lutado comigo.

Se eu morrer amanhã, não se surpreenda, morte é consequência de estar vivo.

Se, por acaso, eu morrer amanhã, não olhe profundo para mim - dormindo eternamente -, mas lembre-se do meu derradeiro olhar, do meu sorriso e das coisas (boas ou ruins) que eu fiz, para, por e com você.

Se eu morrer amanhã, lhe peço, não me queira ver, não me queira escrever, não me queira despedir...

Mas só aceite, só respeite a ideia de que serei silêncio profundo, lembranças doídas e pó eterno e entenda que o que fora feito, dito ou vivido estará trancafiado num tempo chamado passado que debruça-se pouco a pouco no esquecimento e que já não flui, não volta, não muda, não vive, não vê.

  Texto retirado do blog “Choros de um palhaço”


Agora eu te pergunto “E se eu morrer amanhã, que lembranças tu terás de mim? Serão coisas boas? Ou só coisas ruins?”
Te lembrarás de mim?

Ass.: " Sagitariana em processo de auto conhecimento"